‘Poemas de Baudelaire’

O machão adolescente tendo feita a sua conquista mal se preocupa em casa com a perda do amor da donzela conquistada, a linda moça dos cílios negros – não é confissão. – Foi numa manhã que eu dormi no Adam que eu a vi de novo, eu estava para me levantar bater umas coisas à máquina e tomar café na cozinha o dia inteiro porque naquela época trabalho, trabalho era o que eu mais pensava, amor não – não a dor que me impede a escrever isto mesmo sem eu querer, a dor que não será apagada pelo ato de escrever e sim acentuada, mas que será redimida, e se ao menos fosse uma dor digna que pudesse ser colocada em outro lugar que não essa sarjeta negra de vergonha e perda e loucura barulhenta na noite e pobre suor na minha testa – Adam levantando para ir ao trabalho, eu também me lavando, mastigando conversa fiada, quando o telefone tocou e era Mardou, que estava indo para a terapia, mas precisava de um trocado para o ônibus, morava logo ali perto, ‘ Tudo bem pinta aqui mas rápido que eu estou indo pro trabalho ou então deixo o dinheiro com o Leo ‘- ‘ Ah ele está aí? ‘ – ‘ Está ‘ . Na minha mente pensamentos machos de transar de novo e de realmente curtir vê-la de novo de repente, como se eu achasse que ela não havia gostado da primeira noite (sem razão nenhuma para achar isso, antes do sexo ela havia deitado no meu peito comendo a fritada chinesa e me curtindo com os olhos brilhantes de alegria) (que hoje a noite meu inimigo devora?) ideia que me fez largar minha testa quente e suada numa mão cansada – ó amor, fugiste de mim – ou será que telepatias se cruzam empaticamente na noite? – Cacoetes que surgem para que o amante frio de lascívia mereça o sangrar quente do espírito – assim ela veio, às oito da manhã, Adam foi para o trabalho e nós ficamos sozinhos e imediatamente ela enroscou-se no meu colo, por convite meu,  na poltrona grande e começamos a falar, ela começou a contar a história dela e eu liguei (no dia cinzento) a lâmpada vermelha fraca assim começou nosso verdadeiro amor (…)”

‘Os Subterrâneos’ Jack Kerouac

Abro aqui a categoria citações no Despalavre, com o início de um embate que destilará pelas categorias algumas – não só minhas – opiniões sobre a eterna espera pela atitude do homem assim como sua eterna dúvida pela reação da mulher. Estejam a vontade para debater.

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